E então eu fui esquiar. Esquiar não, snowboard, porque esqui é coisa de viado. Cheio de ginga, anos de experiência nas montanhas do Brasil, extensas aventuras na neve nipônica, além de ter visto vários comerciais acerca do tema. Ótimo, ótimo. Fui de trem-bala, claro, pois aqui ninguém tem tempo a perder. Lá chegando foi só preparar, apontar e tentar achar o urso polar. Nevasca é dose, mas pelo menos cair não machucava (muito), ou assim me ditava minha ignorância.
Primeiro tombo. Pá-pum, de pé em dois segundos e com a estranha impressão que as várias folhas dançando ao vento se pareciam com umas cédulas quem estavam no meu bolso. Como havia outras, fechei o zíper e mandei ver. ... N-ésimo tombo. Jóia, não se enxerga nada mas foi divertido. Bora? Bora subir mais uma que dá tempo, tá achando que pagou caro pra ficar bufando no pé da montanha? Lá fui então, para o cume do topo da parte mais alta da montanha, aproveitando o granizo na plácida subida. Vai indo, vai indo e opa! Cadê o chão? Melhor parar pra arrumar o visor e POF!
...
Hmmm... Algo está errado. Resumindo as seguintes 2 horas de agonia: japas loucos ao doloroso resgate, descida dolorosa de trenó, espera doída pelo táxi, perceber que a carteira e o seguro de saúde se foram no 1o tombo, dotô ignorando técnicas kamikazes e colocando meu ombro no lugar com muita perícia e leveza.